domingo, 6 de abril de 2014

Capítulo XV - Minha namorada

Cebola acordou, mas a casa ainda estava silenciosa. Ele levantou, e se arrumou. Atravessou o corredor ainda escuro e desceu as escadas em direção ao hall. Sentados na poltrona de couro preta estavam Mônica e Cascão.
— Olha só quem chegou! Cebola, nós estávamos lembrando de quando brincávamos de pique-esconde. Eu lembro que a Magá morria de medo de se esconder sozinha então ela sempre seguia alguém.
Cebola sorriu. As lembranças da sua infância passadas ao lado de Cascão, Magali e Mônica estavam sempre guardadas no lugar mais aconchegante que tinha em sua memória.
— Eu lembro... — Disse Cebola. — Lembro também que eu adorava me esconder atrás do balcão da recepção.

Capítulo XIV - A neve começa a derreter e calor se aproxima

O sol brilhava no céu e aquecia a tarde. À beira da piscina estavam as amigas Marina, Aninha, Magali e Mônica. Marina, que morava na parte alta da cidade, havia convidado as meninas para curtirem o final de semana em sua casa e elas aceitaram com muito gosto. Era comum pelo menos uma vez por mês elas se reunirem na casa de uma das quatro para fazerem uma maratona de filmes e séries. Dessa foi na casa da Marina.
Marina estava sentada na borda da piscina bebendo refrigerante enquanto conversava com Magali e Aninha que nadavam na piscina.
— Esse tal de Quim parece ser legal mesmo... — Marina disse enquanto descansava o copo ao seu lado.
— Aham, também me pareceu. — Opinou Aninha — Ele tem cara daqueles moços que te apresentam aos pais sabe?

Capítulo XIII - Beijos feitos de açúcar de confeiteiro

Era madrugada. A luz alva e preguiçosa da lua entrava pela janela do quarto da Aninha. A cortina balançava-se lentamente e conseguia-se ouvir de vez em quando um carro a passar pela rua.
Aninha se revirou na cama. Estava sem sono, embora cansada. As palavras que lhe cegaram nesse dia tiraram-lhe o sossego e, agora, não conseguia pensar em outra coisa senão no seu namoro com o Titi.
Anteriormente, nesse mesmo dia, quando havia acabado de chegar em casa, uma mensagem apareceu em seu celular. Era de uma garota que ela conhecera através do Titi semanas antes, uma garota confiante e desinibida. Aninha não foi muito com a cara dela inicialmente, mas deixou pra lá. Na tal mensagem a garota dizia conhecer o Titi havia muito tempo, e, que de uns meses para cá, eles começaram a ficar juntos. Ela se dizia arrependida, que sabia que aquilo não era correto, mas que gostava muito dele e que não a queria enganar, por isso tomara a decisão de contar tudo à Aninha.

Capítulo XII - Vitória da Marina

Durante o primeiro intervalo as meninas estavam sentadas no banco de cimento habitual enquanto contavam as notícias e novidades.
Quando Magali anunciou o encontro que estaria por vir as suas amigas vibraram de alegria. Elas ainda não tinham conhecido o Quim, exceto a Aninha, mas já o adoravam.
Marina partilhou da alegria da amiga, pois sairia com o namorado no mesmo dia, “Eu amo tanto aquele nerd...” ela disse em meio aos sorrisos e suspiros das suas amigas. Marina e franja namoravam desde o sexto ano e continuavam juntos desde então. Já passaram por algumas dificuldades, mas sempre se mantiveram juntos. E a Mônica profetizava que um dia os dois ainda chegariam por casar.

Capítulo XI - Jantar em família

Mônica cumprimentou Dona Amélia que lia uma revista de fofoca e seguiu para a mesa nos fundos da biblioteca onde apenas o Do Contra estava sentado.
— Boa tarde, Luís!
Do Contra levantou o olhar do livro e sorriu para a Mônica.
— Boa tarde, Mônica.
— Desculpa, eu me atrasei organizando umas coisas no meu quarto.
— Que vergonha, deixando o quarto na bagunça...
— Vai tirando com a minha cara... Mas é que eu não achava os meus livros de manhã então revirei tudo procurando eles. Só pude arrumar agora. — Ela disse. Do Contra deu um leve sorriso. — Cadê o Vítor?

Capítulo X - Uma Cabana de lençol

Mônica desceu as escadas e chegou à recepção. Já havia enviado uma mensagem informando à Magali que já ia descendo ela respondeu que viria a seguir já que não encontrava o seu livro de matemática. Quando chegou no hall viu Cebola que aguardava sentado no sofá com a cabeça apoiada sobre a mão. Quando ele a viu pareceu estremecer. Ela se aproximou e sentou ao seu lado.
— Bom dia, Cebolinha!
— Sabe que eu odeio isso, né?
— Sei... E é justamente por isso que lhe chamo assim. — Ela sorriu para ele, e ele olhou para o chão.

Capítulo IX - Borboletas malditas

As aulas acabaram e Magali, Cascão, Cebola e Mônica foram juntos de volta para o condomínio Mond. Cada um ficou no seu respectivo andar.
Mônica chegou em casa e a sua mãe já a aguardava para almoçarem. Ela estava um pouco nervosa pois iria começar nesta tarde o projeto de catalogação dos livros e, apesar de normalmente não se acanhar diante das pessoas, ela estava ansiosa para saber com quais pessoas haveria de conviver durante um tempo.
Depois que terminou o almoço, ela se arrumou e saiu despedindo-se da mãe. Faltavam ainda vinte minutos para as três horas, mas ela preferiu não arriscar e pegou o caminho para a escola. Quando você vai para o seu colégio aos sábados letivos ou simplesmente à tarde quando você não tem aula, este parece ser um lugar completamente diferente. É como se ele tivesse um espírito novo de tranquilidade, ao contrário de quando vamos para assistir aula em que parece que uma nuvem de desespero paira sobre a escola.